Como lidar com crianças que apresentam Mutismo Seletivo

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O Mutismo Seletivo é um Transtorno de Ansiedade que se caracteriza pela incapacidade da criança ou adolescente de falar em determinados lugares como a escola, mas que, no entanto, fala normalmente em casa ou em outros lugares onde se sinta como em casa. Em mais de 95% dos casos, esse transtorno está associado a ansiedade social, o que explica que ele se manifeste na escola, um dos lugares que mais causa ansiedade nas crianças.
O que aumenta a ansiedade: sentir-se observada, julgada (estar certa ou errada), ser o centro das atenções.
Como a escola pode ajudar a uma criança com mutismo seletivo?

1- Fazendo com que se sinta menos ansiosa , através de atitudes como:
– atitude receptiva, acolhedora, afetuosa e com bom humor
– não pressioná-la a falar
– inspirar confiança, dizendo que não tem importância se ela não falar, porque sabem que ela o fará quando quiser, porque é inteligente e capaz.

2- Reforçar a sua confiança e autoestima:
– integrando-a nas atividades da classe, na medida do possível.
– estimular e parabenizar o seu sucesso

3- Realizar um trabalho integrado com os pais e a psicóloga.
Através da troca de informações e orientações para que se sinta amparada e estimulada no seu tempo de resposta.

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A Psicologia e a Psicoterapia

Antes a Psicologia era uma ciência incompreendida e a psicoterapia era vista como um tratamento para desequilibrados mentais.
Hoje os meios de comunicação difundem amplamente essa ciência e a sua importância na vida das pessoas.

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A psicoterapia é um recurso para chegar ao autoconhecimento e ao desenvolvimento do potencial individual. Ela é benéfica em todas as fases da vida.
Você já fez psicoterapia?

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Para Pensar…

Pense, escreva, compartilhe se quiser. Sua colaboração enriquece o assunto.

Envelhecimento da População

Uma em cada nove pessoas no planeta tem 60 anos ou mais. Em 2050, pela primeira vez, haverá

mais idosos que crianças menores de 15 anos.

A população brasileira acima de 65 anos que em 2013 era de 15 milhões, deverá ser de 58 milhões

em 2060. Estima-se que a expectativa de vida dos brasileiros aumentará de 75 anos para 81 anos.

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Como você vê os idosos. Que conceitos e preconceitos têm a respeito?

E quando você for idoso, será que pensará do mesmo modo?

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QUEM É VOCÊ ?

Na música “ Noite dos Mascarados” de Chico Buarque, ele diz:

– Quem é você, diga logo que eu quero saber…

Se alguém lhe perguntar isso, o que vai dizer?Featured image

Como você  se define?

O que pensa ao seu próprio respeito?

Qual a imagem que tem de si?

Como os outros o/a definem e qual o impacto dessa opinião na sua vida?

A resposta a essas perguntas só pode ser dada se você se conhecer bem.  Para isso, o melhor modo de chegar ao Autoconhecimento é a psicoterapia.

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A agressividade

Quando pensamos na palavra Agressividade, muitas imagens e ideias vêm a nossa mente. Diariamente vemos nos telejornais inúmeras notícias que desejaríamos que não houvessem ocorrido.  Espantamos-nos com o nível crescente desse sentimento que gera condutas inadequadas e prejudiciais a todos.

De onde vem  tanta  hostilidade, raiva e  ira que se transformam em agressividade verbal e  física?

Sabemos que o ser humano carrega dentro de si sentimentos antagônicos como o amor e o ódio. Mas é na infância, no desenvolvimento das relações familiares, que a criança vivencia esses sentimentos e aprende a lidar com eles.  A noção de limites, de certo e errado, e dos valores, modularão a expressão deles.

No início o bebê não tem consciência do outro e  o que sente é o que importa. Ele é egocêntrico. Com o passar do tempo e o seu amadurecimento, ele aprende a distinguir o que faz parte dele e o que não faz; toma consciência da mãe e do ambiente que o rodeia. Inicia assim a sua vida em sociedade. Percebe que não é o centro do universo e que os outros também têm vontades que nem sempre coincidem com a dele.  Mas se não aprender a entender e respeitar o próximo, será um egoísta e terá mais dificuldade de adaptar-se à vida em grupo.   São as crianças que fazem birra e conseguem o que querem, porque os pais não explicam a elas que há limites que devem ser observados, entendidos e seguidos.

A agressividade pode ser aprendida pela criança se ela vive em um ambiente hostil, onde as pessoas não se respeitam e vivem brigando. Para essa criança, isso passa a ser normal, uma vez que os pais são o modelo a ser seguido.

O que a criança vê em casa, repete na escola e em qualquer lugar onde estiver. Se ela não respeita os pais, terá muita dificuldade em respeitar o professor, o diretor e os colegas de classe. E sabemos que violência gera violência.

O ideal seria que essas famílias procurassem auxilio profissional, visando ter um ambiente mais saudável para criar seus filhos.  Respeito e carinho são fundamentais na formação da personalidade, assim como a noção de limites, de certo e errado e os valores que orientam o comportamento.

Por tudo isso que foi citado que encontramos nas ruas tantas pessoas egoístas e agressivas. Seja aquele pedestre que atravessa a rua devagar ou correndo entre os carros, seja aquele motorista que não respeita os pedestres e os sinais de trânsito.  No transporte coletivo vemos jovens ocupando os lugares dos idosos ou de pessoas com alguma deficiência.  Nos estacionamentos, não se respeitam as vagas para idosos e deficientes. Nas filas os idosos ficam até constrangidos de serem atendidos antes, porque notam os olhares de reprovação daqueles que ainda não chegaram à velhice e não percebem o cansaço e as dificuldades do ser humano nessa fase da vida.

A frustração também causa agressividade, pois o indivíduo que não consegue alcançar seus objetivos, só enxerga que a culpa é dos outros e não vê como pode superar essa fase e tentar novamente.

A capacidade de tentar de novo quando algo não der certo e  de se colocar no lugar do outro para entender o semelhante,  é  fundamental para diminuir os comportamentos agressivos e ter uma vida mais equilibrada. Haveria menos estresse e ansiedade dentro de cada um.

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Está tudo bem com você?

Por: Inês Hurtado
Quando ouvimos essa pergunta, imediatamente respondemos que sim. Mas, está mesmo?

Vivemos em sociedade e isso tem um custo muito alto. Por não sermos auto-suficientes, dependemos do padeiro, do lixeiro, do médico e de todos que produzem um bem de consumo ou prestam serviços relevantes. Precisamos agendar, esperar, pagar e nem sempre ficamos satisfeitos ou somos bem atendidos.

Desperdiçamos horas de nossa vida parados no trânsito, seja em veículo próprio ou coletivo. Desconforto, demora, cansaço e irritação até chegar ao local de destino.

Quando vamos ao mercado, nos deparamos com o aumento de preços, apesar de que o governo afirma que não há inflação. O salário jamais acompanha a alta dos preços e nosso poder aquisitivo está sempre defasado.

Como se não bastasse, os impostos são caríssimos e não são utilizados para suprir as necessidades dos serviços públicos: saúde, educação, transporte, que estão em decadência ou inexistem.

Mas é no ambiente de trabalho, onde cada um passa mais tempo que em casa, que se travam as maiores disputas. Há sempre alguém que quer ser o centro das atenções e para isso não tem escrúpulos. Há os perfeccionistas, os resistentes a mudanças e tantos outros perfis psicológicos que tornam o dia a dia um verdadeiro teste de resistência.

Ao chegar a casa, pobre do ser humano que lá não encontra acolhida, paz e compreensão para mitigar o cansaço.

E depois de um dia como esse, eu pergunto a você:

– Está tudo bem com você?

Conviver e superar adversidades, a cada momento, exige assertividade e resiliência. A assertividade é a habilidade de expressar o que pensa e sente de maneira clara e direta, sem ofender. Resiliência é a habilidade de se adaptar ao meio.

Quando nossas decisões não são eficientes e nosso comportamento não é adequado, eclodem as doenças.

Somatizamos tudo o que não conseguimos resolver a contento. É como se engolíssemos os problemas e eles fossem parar no estômago, nas costas, na cabeça ou em outra parte do organismo que seja, para nós, mais sensível.

Os consultórios dos médicos estão cheios de pacientes com dores para as quais não se encontram causas físicas. Os exames dizem que não foram detectados problemas. E assim, sem saber o que está acontecendo, a pessoa se sente mal e não consegue achar a solução.

Parar e analisar a sua rotina é fundamental para detectar possíveis causas para o que está sentindo. Se depois que fizer isso, não conseguir encontrar a causa ou, se encontrar a causa e não souber como solucioná-la, procure ajuda especializada.

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Procrastinar, Postergar, Deixar pra depois.

Adiar, delongar, pospor, protelar, retardar…
Existem várias palavras para definir uma ação que vai ser adiada. E cada vez mais as pessoas levam a vida adiando suas decisões.
Que caminhos a intenção percorre até chegar à fase da decisão e ação?
Por que há a chamada preguiça que atrapalha a decisão de agir?
Muitas são as perguntas e maior ainda é o número de desculpas para não fazer algo. O fato é que o que é deixado pra depois, geralmente, é necessário no momento seguinte. O trabalho que o chefe pediu; a pesquisa para o trabalho do TCC ou da pós, a ida ao médico, a academia ou mesmo visitar uma amiga. Tudo fica para outro momento – agora não!
O que acontece depois? Há tempo para realizar as tarefas ou não?
O que acontece se o chefe pede o trabalho e ele não foi realizado?
E quando chegar o dia de entregar o TCC ou apresentar a tese?
Adiar a tarefa traz consigo um sentimento de que ela não é tão importante ou necessária e dá preguiça. Cremos que teremos muito tempo disponível para realizá-la.
relogio
O tempo passa e chega a hora que não há mais tempo para ir levando. É hora de tomar uma atitude, realizar o que foi deixado de lado. Então vem a surpresa: o tempo não será suficiente para terminar tudo!!! Começa a correria e com ela, a falta de qualidade, capricho, atenção. Os sentimentos que acompanham essa fase são: ansiedade, estresse, culpa, raiva de si próprio. Há um certo masoquismo: não há tempo para dormir, alimentar-se e descansar antes de terminar tudo.

Isso ocorre independentemente do grau de dificuldade da tarefa, ou seja, tanto quando é fácil como quando é difícil, a atitude de quem está acostumado a postergar é a mesma. O tempo que teria para realizar o que é necessário, é utilizado para outras atividades que não são necessárias. Assim se encontra tempo para ver a novela, navegar na internet, sair sem destino ou fazer outras atividades que não tem tanta prioridade.
E por falar em prioridades, como estabelecer o que é prioridade? Quem melhor que você mesmo para saber quais são elas?
agenda

Em casa, sente-se e defina quais são seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Então poderá estabelecer as ações que são prioritárias para alcançar os objetivos.

Use uma agenda para melhor distribuir as tarefas pelos dias, semanas e meses. Dessa forma é mais fácil definir as suas ações.
Psicóloga: Inês Hurtado
CRP 06/19519

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A Depressão Sob o Olhar do Psicólogo – Inês Hurtado de Oliveira Niero

A Depressão Sob o Olhar do Psicólogo
Escrito por : Inês Hurtado de Oliveira Niero – CRP06/19.519

O que é Depressão?
É um tipo de distúrbio mental que perturba o humor da pessoa, distorcendo a maneira pela qual ela vê as pessoas e o que lhe acontece.
Sintomas:
-Tristeza.
-Desesperança.
-Desânimo
-Perda de apetite ou comer demais.
-Descuidar da higiene pessoal e do ambiente.
-Pensamentos negativos.
-Choro frequente.
-Irritabilidade.
-Ansiedade -Insônia / sono excessivo
-Em casos graves, pensamentos e atos suicidas.
A depressão afeta tanto a vida de quem sofre com ela, como a das pessoas que estão a seu redor. A detecção precoce é fundamental para evitar as piores consequências.

É o mal que encabeça as consultas psiquiátricas e psicologia clínica. E cresce cada vez mais. Estima-se que a depressão ocupará o segundo lugar entre as causas de doenças e incapacidade no mundo no ano de 2020, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.
A depressão afeta todas as faixas etárias, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS. Calcula-se que há mais de cem milhões de pessoas deprimidas no mundo.

Depressão x Tristeza Normal
Não desaparece Vai diminuindo com o tempo, sem tratar
Afeta a capacidade de: A pessoa retoma a sua vida normalmente.
Sentir, pensar e agir.
Se não tratada pode levar
ao suicídio.

Tipos de Depressão
1. Distimia: forma duradoura de depressão, marcada pela falta constante de alegria. Características: falta de humor, irritação, melancolia, sensação de fracasso. A preocupação e a culpa dominam seus pensamentos. Diagnóstico: quando ocorre há mais de dois anos sem que os sintomas desapareçam por um período maior que dois meses e incomodem ou prejudiquem a vida da pessoa. Pode evoluir para Depressão Grave. Envolve tratamento contínuo.

2. Depressão Bipolar: Dois pólos: Depressão x Mania. Episódios de tristeza ou raiva alternados por episódios de extrema alegria ou vontade de fazer as coisas de maneira exagerada, gerando comportamentos irresponsáveis. Há variações. Ex: compras, bebida, sexo, drogas, direção perigosa… Na fase da depressão há o perigo do suicídio. Diagnóstico: alternância de humor que traz prejuízo para pessoa e para os que com ela convivem. Não tem cura, mas deve ter tratamento contínuo com psicoterapia e psiquiatra.

3. Ciclotimia: forma branda e duradoura da depressão bipolar. A pessoa oscila entre a depressão branda e a hipomania. São episódios curtos que duram dias em vez de semanas. Diagnóstico: os episódios devem ocorrer durante pelo menos dois anos sem a interrupção dos sintomas por mais de dois meses.

4. Distúrbio Afetivo Sazonal: ocorre em algumas épocas do ano. Ex: as pessoas ficam apáticas durante o inverno, quando os dias são cinzentos e mais frios.

5. Depressão Pós-Parto: aparece em mães que acabaram de dar a luz , entre uma semana e seis meses após o parto. Diagnóstico: tristeza, choro, falta de vontade de se arrumar, medos extremos de não ser boa mãe ou até de machucar o bebê. A mãe deve ser tratada e ajudada.

6. Distúrbio Disfórico Pré Menstrual (TPM): doença cíclica que afeta 5% das mulheres que menstruam. Elas se sentem deprimidas, irritadas todos os meses, durante uma ou duas semanas antes da menstruação. Pode ser tratada na terapia e por meio de ingestão de alimentos adequados.

7. Depressão Grave: tristeza profunda e pensamento suicida. Precisa com urgência ser tratada com medicamentos e psicoterapia.

8. Depressão Psicótica: além dos sintomas da depressão, a pessoa tem delírios (melancólico, de perseguição, de influência…) e alucinações ( ouve vozes, vê coisas que não existem, sente algo esquisito, sinestésicas e olfativas. E para a pessoa aquilo é real). Diagnóstico e tratamento imediato e provavelmente internação.

Início
– Dificuldade de reconhecer a doença em si mesmo.
– Aversão por si mesmo (se culpa)
– Fadiga: sem ânimo para procurar ajuda
– Mania: sente-se invencível
– Muitos doentes se recusam a pedir ajuda.

Causas da Depressão
. Genéticas : vulnerabilidade herdada
. Biológicas: mudanças na atividade química do cérebro
Flutuações dos hormônios do corpo
. Emocionais ou ambientas: situações que causam estresse
. Doenças físicas
. Efeito colateral de remédios e drogas como o álcool.

Quem corre o risco de sofrer Depressão?
. Eventos estressantes graves e numerosos podem desencadear a doença.
. As mulheres procuram mais o tratamento que os homens, quando sentem tristeza, solidão ou desesperança.
. Os homens não admitem esses sentimentos e se refugiam no álcool e nas drogas.
. Se a pessoa tende a se criticar, ter atitude pessimista diante da vida, ou depende excessivamente dos outros, pode ter tendência a ter depressão, mais do que as pessoas otimistas e despreocupadas.

Como evitar a depressão?
. Ter uma vida mais saudável, cuidando da:
.alimentação,
.descanso .atividade física
.ficar alerta ao seu comportamento
Além desses cuidados, é saudável ter e seguir uma religião, como revela o relato verídico a seguir:
“A depressão é uma doença que ataca e destrói pouco a pouco a alma, o coração das pessoas, em silêncio…É como caminhar por um túnel de solidão e falta de paz que não tem fim. Você não vê a luz do outro lado e se sente aprisionado, sem saída. Mais que ter dinheiro, fama, família, amigos, é importante ter autoestima e encontrar a Deus e o universo dentro de você. É perceber que você faz parte desse universo que isso te traz a felicidade que vem de dentro para for. A verdadeira felicidade.”
Infelizmente, a ajuda não chegou a tempo para uma pessoa tão maravilhosa que alegrou e emocionou multidões. Descanse em Paz Robin Williams. 21/07/1951 – 11/08/2014

Psicoterapia
Os medicamentos antidepressivos aliviam os sintomas da depressão, no entanto não curam a doença. As eliminações dos agentes que causam o estresse e a mudança de atitude e conduta através da ajuda psicoterápica podem contribuir para a cura até o ponto de os medicamentos não serem mais necessários.
Psicoterapia é o tratamento através da fala, existem varias abordagens que trabalham de formas diferentes, A boa terapia deve sem duvidas acelerar o processo de cura.
Conclusão
A depressão é uma doença que afeta toda a vida do individuo, tanto psicologicamente quanto fisicamente, emocionalmente e socialmente. E para o bem, hoje já existem muitas formas eficazes de tratamento, como os fármacos e a terapia, que são essenciais no processo de cura, e é claro um estilo de vida saudável, que tanto pode evitar como ser um agente positivo durante o processo de cura.

Referências Bibliográficas
Guia Essencial da Depressão/ American Medical Association; tradução:Claudia Gerpe Duarte – São Paulo ; Aquariana 2002
Site: Vivir Salud
Psicologado – Depressão, o mal do século. Escrito por Liz Maria Almeida de Andrade,2013

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Vivendo de Artesanato – Um relato de criatividade e persistência

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Meu nome é Daniela, tenho 40 anos e faço artesanato desde 2011. Tudo começou com uma terapia depois de um atropelamento em setembro de 2010, foram meses difíceis e uma recuperação lenta. Como católica resolvi fazer um oratório para agradecer … Continue reading

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E por falar na Terceira Idade…

É na Terceira Idade que a pessoa se aposenta, na maioria das vezes, e deixa de exercer suas funções na sociedade. É uma etapa difícil se não for bem esperada e preparada.

Algumas pessoas fazem do seu trabalho a razão da sua  existência. Não se imaginam sem a atividade que desempenham há tantos anos. A conseqüência dessa atitude é a inconformidade ao se desvincular da empresa. Aflora o sentimento de incapacidade e inutilidade.  A somatização desse sentimento traz as doenças físicas e psicológicas.  Por isso, é muito importante estar preparado para essa nova etapa da vida.

Se desde que nascemos passamos por transformações e adaptações, é normal que precisemos nos adaptar às novas condições.

Uma pessoa que cuida da saúde física e psicológica durante toda a vida, terá mais facilidade de realizar essa transição.

Um bom exemplo é a senhora Walquíria  Magalhães Martins, que reside em Guarulhos, SP.

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Walquíria e sua Irmã em 1952

Ela participa desde 2007  de um grupo de ginástica para a Terceira Idade onde fazem  alongamento, dança e caminhadas no Bosque Maia. Walquíria conta que adquiriu vida nova desde então; não toma medicamentos e se sente muito bem. Tem dois filhos e quatro netos e aproveita tudo que essa fase da vida pode proporcionar.

Nutre saudades dos tempos de juventude, mas recomenda a todas as pessoas que não parem no tempo, procurando cultivar a saúde do corpo, para manter a mente sadia e vice-versa. Participar dos grupos de Terceira Idade, segundo ela, é uma forma de conservar a juventude.

Recordando o seu passado, diz que no Parque Balneário Vila Galvão, atual Lago dos Patos, eram realizados bailes, que todos podiam frequentar. “ A gente era simples, mas se podia viver e divertir com tranqüilidade. Havia respeito, o que falta hoje em dia”.

Afirma: “ A vida era sacrificada mesmo para os jovens, que precisavam buscar lenha para alimentar o fogão. Mas era uma vida saudável. A água do Rio Cabuçú era limpa. Não havia coleta de lixo como há hoje, mas as ruas eram limpas, porque os pais ensinavam os filhos a não jogar coisas no chão. Todos se chamavam de senhor ou senhora e os mais novos pediam a benção aos mais velhos. Se podia confiar nas amizades”.

Carro da coleta de lixo

Carro da coleta de lixo

Apesar das comparações que faz dos tempos antigos com os atuais, mostra-se em sintonia com a modernidade: “ A gente precisa acompanhar o tempo, viver, conviver e usufruir a vida. Se não, as pessoas ficam doentes. Se ficamos ocupados de forma sadia, não temos tempo para envelhecer”.

Mudar, reciclar, transformar, aproveitar o que há de bom no passado e transportá-lo  para o presente. Assim semeamos nosso futuro, que é tão próximo como o momento seguinte!

Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel

Á esquerda Dona Walquíria com a sua amiga Dona Maria Isabel

Para finalizar cito o poeta Fernando Pessoa:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

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A Terceira Idade – Melhor idade?

Nas etapas de desenvolvimento do ser humano há um constante evoluir desde o início da fase intra-uterina até a fase adulta. O corpo cresce e se transforma.

Desde  bebê o ser humano  aprende diferenciar o seu eu do outro,  a compreender o que lhe dizem,  aprende a falar, andar, coordenar as necessidades básicas, viver em comunidade, ir para a escola e absorver as informações e muitos desafios mais. É um desenvolvimento integral.

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Mas, segundo os médicos, o nosso corpo tem a capacidade de manter-se e produzir tudo o que necessita para viver bem até os 30 anos. A partir dessa idade há uma diminuição do ritmo de absorção e reposição dos nutrientes. Se em nossa sociedade houvesse a cultura e a disponibilidade de uma medicina preventiva, seria nessa idade que procuraríamos um médico, mesmo sem ter ainda nenhum sintoma de carência ou doença. Porém sabemos que no Brasil essa é uma possibilidade ainda muito distante.

Nossa realidade é baseada na premissa de que a pessoa deve recorrer ao médico somente quando sentir algo diferente. Assim os anos vão se passando até chegar na terceira idade. Idade da aposentadoria e da diminuição da carga de trabalho  para alguns.

Algumas pessoas se sentem tão cansadas e  desgastadas que sonham em aposentar-se e poder descansar. Almejam ter sossego e o suficiente para viver o resto de suas vidas com dignidade.

Outras pessoas são ainda tão engajadas e produtivas que não querem parar de trabalhar. Têm saúde e disposição. Mesmo que se aposentem em seu trabalho, procurarão outra atividade para manterem-se ativos.

Existem aquelas pessoas que se identificaram tanto com o seu trabalho, que não conseguem desligar-se da sua função e encaram a aposentadoria como uma afronta e um desrespeito a tudo o que fizeram pela empresa.  Não admitem ser afastados e ficam doentes, chegando algumas vezes a uma depressão tão profunda que esquecem o sentido do que é viver.

Por fim, infelizmente, há o grupo de pessoas que se aposenta porque têm idade, mas a aposentadoria é irrisória e,  por isso têm que seguir trabalhando mesmo sem ter saúde ou condições.

Seja em que grupo for,  todos estão na terceira idade, que agora resolveram chamar de melhor idade.

A terceira idade tem características próprias e deve ser acompanhada de perto pelo médico de sua confiança. O enfraquecimento e desgaste do organismo devem ser levados em conta na hora de realizar qualquer atividade.

Além do acompanhamento médico é importante que se realize uma atividade física adaptada às necessidades de cada indivíduo.

O acompanhamento psicológico deve ser procurado sempre que notar mudanças no estado de humor ou comportamento.

Do meu ponto de vista, não deveria ser chamada de melhor idade. A melhor idade deve ser sempre aquela em que nos encontramos, independente da cronológica.  O importante é viver bem cada momento de nossas vidas e aprender com todas as experiências.

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Maria Dolores Minguez Riquelme. Julho de 1.987 – 92 anos de idade

 

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Estabelecer objetivos em sua vida

Muitas vezes as pessoas se sentem perdidas, sem rumo, sem direção. Tudo parece sem sentido e fora do contexto.    Essa sensação de sentir-se perdido(a) na vida faz com que se tomem medidas ,movidas pelo impulso e pela dúvida, que  nem  sempre são as mais adequadas. Daí surge o mal estar e o descontentamento frente aos fatos.

A rotina suga o tempo e a energia e faz com que o importante seja adiado. Um exemplo disso é a pessoa que se levanta diariamente para trabalhar e acorda sem vontade. Se levanta de mau humor, chega atrasado ao serviço,  desempenha a sua função de forma a manter o vínculo com a empresa, mas isso não lhe traz felicidade. Pode até ser organizada no campo profissional, mas no aspecto pessoal impera o caos. Suas roupas, seus documentos e objetos pessoais estão na mais perfeita desordem. Se alguém a questiona a respeito, família ou parceira, a resposta é sempre do tipo: – Eu não sei por que se incomoda, pois para mim está bom assim. Eu sei onde está cada coisa.  É a famosa bagunça organizada!

Essa bagunça reflete o interior da pessoa, como ela está se sentindo em relação a tudo que a rodeia. É um indicativo de que essa pessoa precisa buscar ajuda.

Algumas pessoas pedem opinião a várias pessoas ou à melhor amiga. A amiga tenta ajudar com a melhor das intenções. Algumas vezes até da certo, e outras não. Mas, como saber?  O que fazer então? Quem pode definir  a sua vida de maneira imparcial, sem colocar uma  opinião pessoal?  Geralmente o conselho dado se inicia com essas palavras:

-” Se eu fosse você…”  ou   “ No seu lugar eu….”

E a pessoa expressa o ponto de vista dela e não o seu.  Mas como não há duas pessoas idênticas a esse ponto, o conselho ajuda,  mas não resolve.

Como então dar um rumo à sua vida? Como sentir-se confiante?

É fundamental conhecer-se, saber o que é importante ou não, o que deseja alcançar e como chegar lá.

Com a ajuda de um profissional, fazendo terapia, a pessoa se conhece, entra em contato com seus medos, desejos, ideais. Reconhece e valoriza sua capacidade e habilidades. Melhora a sua autoestima e se respeita como ser único. Percebe suas habilidades e suas limitações, o que pode melhorar ou mudar em seu comportamento.  A partir desse momento, pode traçar seus objetivos a curto, médio e longo prazo  e trabalhar para alcançar a suas metas em busca da realização e da felicidade pessoal.

Quando isso acontece, a pessoa sente-se mais feliz e percebe que sua vida faz sentido. A rotina passa a ser a sua aliada e as pessoas que fazem parte da sua vida  também sentem de forma positiva as mudanças que ocorrem naturalmente.

A mudança na maneira de ver a vida transforma o estado de humor e  gera a mudança de comportamento.

Se você se identificou com as características da pessoa do texto ou se lembrou de alguém que está se sentindo assim, saiba que a psicoterapia é o caminho para a busca de soluções.

Inês Hurtado

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Foto Disney -Estabelecer objetivos em sua vida.
Walt Disney idealizou um parque onde os pais pudessem se divertir com os filhos.Empenhou-se por toda a sua vida para realiza-lo.
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Ser Mulher

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O que é ser mulher, além da definição dada pela identificação do sexo ao nascer?

Como se estabelecem os parâmetros para identificar-se com o gênero feminino?

Que ideias são transmitidas pela sociedade para transformar a menina em mulher?

Que ideias são aceitas e interiorizadas por cada uma?

A definição do papel da mulher vem sofrendo muitas mudanças ao longo dos anos. Se fizermos uma coletânea de fotos desde as nossas bisavós até os dias de hoje, veremos as profundas transformações do papel da mulher ao longo do tempo.

A mulher de antigamente não precisava saber ler nem escrever, precisava ser prendada e ter boa saúde para casar cedo e ter muitos filhos que deveria cuidar, além de realizar os afazeres domésticos. Não havia facilidades como luz elétrica, água encanada e nenhuma das máquinas que tornam essas atividades menos cansativas.  Essas mulheres não podiam expressar suas opiniões. Acatavam as decisões do pai e depois do marido. Eram submissas e sofriam caladas. Sabiam exatamente qual era o seu papel na sociedade e o que significava “ser mulher”.

A escritora Cora Coralina retrata muito bem essa realidade em seus livros. Ela tinha tanta vontade de aprender a ler e escrever, mas não lhe era permitido ir à escola por ser mulher, então ela aprendeu sozinha. Mulher de fibra e visão!

Cora-Coralina

Com as mudanças sociais, o progresso e a globalização, tudo muda a cada instante. E com tantas mudanças surgem as incertezas, a insegurança diante de tantos padrões ditados pela sociedade.

Hoje a mulher prioriza a aparência física, depois as amizades, o trabalho, o estudo e a busca de um parceiro. Não necessariamente nessa ordem.

Agora o importante é ser bonita. Seguir os padrões da moda. Corpo esguio, roupa de grife, cabelos ora lisos ora cacheados. A cor? Fica a critério do gosto de cada uma. As unhas, o botox, o silicone, a lipoaspiração, a plástica, a massagem, o bronzeamento, o…  Um sem fim de decisões a ser tomadas visando ser bonita. Mas… será que alcançam o objetivo? Afinal ser bonita é um conceito subjetivo. O que é ser bonita?  Se perguntarmos isso a dez pessoas, teremos dez conceitos de beleza. E o que fica bem pra uma mulher fica bem para todas? O  que dizer do biotipo, da personalidade e  da cultura onde está inserida?

Há mulheres que gostam de ter sua profissão, seu carro e ser independentes. Para elas, a preocupação com casar e ter uma família, está em segundo plano.  Em primeiro  lugar vem o sucesso.

A mulher é multiprofissional: mãe, cozinheira, administradora do lar, esposa, namorada, amiga, amante, faxineira, motorista, e… tantas atribuições tem, que muitas vezes não lhe sobra tempo para se cuidar.

Todas as mulheres deveriam ter um tempo para cuidar do corpo, da mente e do espírito.

O equilíbrio entre os três é necessário para ter uma vida saudável.

Faça uma agenda, observe como distribui as suas tarefas e que tempo destina ao cuidado pessoal.  Essa atitude lhe  trará benefícios e a cada pessoa que convive com você.

Afinal é refletindo que você chegará a uma solução para definir-se como pessoa, como mulher.

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Adolescente – Família e Sociedade

Como é ser adolescente hoje?

Que papel desempenha com os amigos, com a família e na sociedade?

Como se sente e pensa?

O que pensa?

O que sente?

Quando era pequena, a criança tinha uma identidade definida, que embora em
construção, era facilmente definida pelos que a conheciam. Como por exemplo: o João
é sapeca, mas estudioso. É um perfil moldado pela família e pela sociedade onde se
vive. A criança era o que lhe ensinavam e o que captava intuitivamente.

Mas na adolescência tudo muda e se perde o referencial, não se aceitam pré-conceitos
estabelecidos e se busca uma nova identidade. O corpo se transforma e fica difícil
definir quando se deixa de ser criança e o quanto ainda não se é adulto.

Os amigos estão passando por isso também e igualmente se sentem confusos. Então
se recorre aos modelos em destaque. Através da televisão, cinema, shows, se procura
alguém pra servir de modelo a seguir. Seja na roupa, nas atitudes, na linguagem, na
aparência.

No meio de tanta procura, se perde o principal – a própria identidade. Isso é algo que
está em cada um. Ninguém é igual e devemos ser felizes por isso. Não somos clones,
não somos bonecos, nem precisamos nos parecer a ninguém. Cada um tem suas
características, seu caráter, seus valores e desejos. Tem seus sonhos!

O que importa então é buscar a verdade dentro de si. O autoconhecimento. Somente
quando se conhecer, poderá atuar como realmente é, sem máscaras, sem se esconder
nem ter vergonha – a famosa timidez por não se aceitar.

A partir do momento que se aceita e respeita como é, pode mudar o que não gosta e
atuar como deseja.

É preciso se conhecer, se amar, se respeitar e se valorizar. Não se pode esperar que o
outro faça isso por nós, se nós mesmos não o fizermos primeiro.

Psicóloga Inês Hurtado de Oliveira Niero

CRP06/19.519

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